Justiça nega liberdade a empresário acusado de matar esposa fisiculturista

Acusado de matar a própria mulher, a fisiculturista Fabiana Caggiano, Alexandre Furtado Paes, de 41 anos, chegou a Natal nesta quarta-feira (23) (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)Alexandre Furtado, após ser capturado, foi conduzido para Natal em março de 2016 e, desde então, aguarda julgamento (Foto: Erika Zuza/ Inter TV Cabugi)
O empresário Alexandre Furtado Paes, de 41 anos, teve um pedido de revogação da prisão negado pela juíza Emanuella Cristina Pereira Fernandes, da 3ª Vara Criminal de Natal. Ele é acusado de matar a esposa Fabiana Caggiano Paes em um hotel na capital do Rio Grande do Norte.
Fabiana Caggiano morreu dia 2 de janeiro de 2013 após ficar cinco dias em coma. De acordo com as investigações, ela foi estrangulada no banheiro do hotel e o marido foi apontado como principal suspeito. Alexandre só foi preso em novembro de 2015, em Ibiúna, cidade da Grande São Paulo, após passar dois anos foragido.
Em março de 2016 ele foi trazido para o Rio Grande do Norte, onde aguarda julgamento desde então. A defesa de Alexandre alegou inexistir fundamento para a manutenção da prisão dele, bem como destacou a crise no sistema penitenciário potiguar e o excesso de prazo para a conclusão da instrução do processo.Em sua decisão, porém, a magistrada Emanuella Cristina aponta que Alexandre Furtado passou longo período foragido, “demonstrando inequívoca vontade de se furtar à aplicação da lei penal” e que a prisão preventiva foi decretada para garantia da aplicação da lei penal e por conveniência da instrução criminal, ainda estando presentes os seus fundamentos.
A juíza lembra que o processo apresenta circunstâncias que justificam maior prazo para a sua conclusão, uma vez que foi necessária a expedição de cartas precatórias para diversos Estados, sendo, ainda, cumpridas diligências para localização de testemunhas. A julgadora também destaca que os problemas evidenciados nos estabelecimentos carcerários do Estado do Rio Grande, por si só, não justificam a revogação da prisão cautelar.