Segurança é urgência', diz governador do RN em leitura na Assembleia

Governador do RN, Robinson Faria fez a leitura anual na abertura no ano legislativo (Foto: Ítalo Di Lucena/Inter TV Cabugi)Governador do RN, Robinson Faria fez a leitura anual na abertura no ano legislativo (Foto: Ítalo Di Lucena/Inter TV Cabugi)
O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, disse que a "urgência" da gestão dele a partir de agora é a segurança pública. Robinson fez a leitura anual durante a abertura do ano legislativa da Assembleia, na manhã desta quinta-feira (2). Ele lembrou da crise do sistema prisional, que culminou com a matança de pelo menos 26 presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, ocorrida entre os dias 14 e 15 de janeiro.
"A segurança pública merece um destaque especial. É a nossa urgência entre tantas outras. A conivência e a omissão no passado nos colocaram em meio à crise no sistema penitenciário brasileiro. E a minha ordem de ontem, de hoje e de sempre é não recuar. Sempre avante em nome da paz. E para que fique bem claro: este Governo não negocia com bandidos e, em hipótese alguma, vai manter ou conceder privilégios a quem não se enquadra nem respeita a lei".Durante a leitura, Robinson Faria disse que a gestão dele investiu "mais de R$ 110 milhões na área de Segurança Pública entre recursos próprios, convênios com o Governo Federal e operações de crédito, nos últimos dois anos". E continuou: "Ampliamos em mais de 50% o percentual do orçamento em Segurança exigido por lei, aprovado por esta Casa, além de promover mais de cinco mil policiais civis e militares e quadruplicar as diárias operacionais".
Robinson lembrou que foi o governo dele que instalou bloqueadores de celular em Alcaçuz. "A instalação dos bloqueadores de celulares nos presídios do Estado é um exemplo dessa nova forma de governar. Uma decisão inédita e irreversível que nenhuma outra gestão teve a coragem de tomar".
O govenador ressaltou que o Rio Grande do Norte vai superar a crise no sistema prisional. Para isso, ele que o estado vai construir "três novos presídios em tempo recorde". Ele reafirmou que vai desativar Alcaçuz, que classifica como "maior símbolo do erro governamental e da má aplicação dos recursos públicos".